Algumas considerações sobre o dia de hoje.
Hoje eu vou olhar fundo para as estrelas. Inspirarei forte e gritarei à ira dos loucos. Se um dia for como eles, quem sabe o peso de minha alma caia ao chão. Depois disso, eu quero deitar e dormir ouvindo a Lua me cantar canções de ninar. Quem sabe ela consiga ocupar o lugar que teus braços deixaram há 5 anos. Tenho frio, e você não está mais aqui pra me aquecer e fazer dormir.
Legítima defesa. Se eu não matar minha esperança; corro o risco de ser morto por ela. Mas a chance de uma vida parece um pecado doce demais. O que faço ou que devo fazer, prefiro nem pensar. Não agora. Imagino que esse seja o momento exato de sentir o vento bater em minhas costas e seguir a trilha à minha frente. Sei que não vou terminar sozinho. Ao menos não tanto quanto agora. Ao menos não tanto quanto não deveria estar.
Agora há pouco lavava louça. Quebrei um prato e cortei meus dedos. O corte ainda sangra e mancha o teclado do computador. Ainda assim, a dor e o sangue me fazem lembrar do que é feito a vida: daquilo que arde à pele, mas é doce ao paladar. Sei que parece bizarro. Mas gosto de me ver sangrando. Há muito tempo não corto minha própria pele para que isso aconteça. A vida e o acaso se incumbiram dessa tarefa. Talvez os deuses estejam fazendo isso para me ensinar como deveria viver minha vida. Acredito que vou secar antes que isso aconteça. Quem sabe, então, eles resolvam derramar minhas lágrimas.
Detesto ouvir sons de desapontamento em sua voz. Me fazem imaginar o que aconteceria se toda a verdade fosse por ti ingerida. Mas não vou negar que sei que isso é um modo de tentar me manipular e evitar o inevitável (aquilo que mudaria todos os seus "planos perfeitos"). Me deixa profundamente magoado. Por quê não conseguimos mais ser sinceros um com o outro? Que terá acontecido no meio do caminho? De quem é a culpa?
Sonhei com teu anjo hoje, obscuro. Ele me trazia luz. Mas me deixou uma espada. Eu tenho mais uma última batalha a travar antes que possa tocar as penas das asas. Daí, quem sabe, tua luz quebre minha armadura e ilumine meu caminho. Estou fatigado e padeço a cada minuto. Mas a sensação de teu toque em meu rosto me faz levantar da cama lutar o que preciso. Não ligo se tiver que te amar coberto das feridas que você nunca limparia. Em teu abraço encontrarei meu bálsamo.
"A vida é feita de batalhas. Nenhuma é vencida ou perdida. Você apenas limpa as feridas, pega tua espada e volta pra casa. Sorte de quem tem um amor à espera. Aos que não o tem, cuidam os deuses para que tenham o conforto necessário." ditado antigo. autor desconhecido.
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