Algumas considerações sobre o meu final-de-semana. Não estou inspirado o suficiente pra postar coisa séria.
Começando do final. Eu comprei o cd Medulla da Björk (o mais novo), quando cheguei em Campinas. Tenho esperanças de que meu queixo volte ao lugar até amanhã. Cdzinho filho da mãe de bom. Dinheiro muito bem gasto.
Eu toquei, pela primeira vez na vida, "GRANDE POLONAISE BRILLANTE PRÉCÉDÉE D´UN ANDANTE SPIANATO, OP 22", de Chopin, sem errar absolutamente nada. Fiquei extremamente feliz. É sinal de que já ando desenferrujando os dedos. Até o final do ano eu volto a tocar IMPERADOR. Tomara!
Eu adoro o meu gato. Mas odeio quando ele sai na chuva, volta molhado e fica se esfregando na minha perna. Levou bicuda, lógico.
Festa de dois anos de sua prima. Fui "convidado" (leia-se "intimado") a comparecer. Agora, pensem comigo: se você vai numa festa, duma família que odeia (e o ódio é mútuo) e se senta numa mesa, isolada, no canto mais escuro da festa; isso só pode significar uma coisa: "me deixem em paz e, por favor, enche a mesa de bebida". Então, porque diabos, em menos de meia hora já estavam "juntando" outra mesa porquê não tinha espaço pra todos se sentarem na MINHA mesa?! Bando de cateto...
Ainda sobre a festa. Se alguém (uma prima) chega em você e fala "nossa, Rafa, como você tá bonito. Cê até emagreceu mais ainda. Tá muito bem"; será que ela está esperando algo como "você também tá muito bonita. Cê perdeu bastante peso, ne?!"? Se for, desculpem, mas eu não sou tão mentiroso assim. E a boa-educação que me dê licença...
Pra quem se pergunta o que foi que ajudou Rafael sair como sou hoje; eu peço que dê uma olhada nas minhas raízes. Portanto, vai agora uns diálogos (que rolaram em casa) esse fds, entre membros da minha família (vale dizer que, apesar de não parecer, todos os diálogos aconteceram em clima de paz e brincadeira; e os palavrões não são inventados, aconteceram tb!):
MÃE (chegou chutando a porta da sala e berrando): Puta que o pariu, cassete!
EU (tranquilamente assistia tv, esse tipo de entrada não me surpreende mais): Que aconteceu?
MÃE (vale dizer que ela gritou esse diálogo inteiro): Eu num güento mais essa porra de casa. Olha a bagunça que teu irmão e teu pai deixam por aí. Tô cansada de ter de dar de empregada aqui.
EU: Manda eles catarem tudo.
MÃE: Eu vô é dá um tiro nos filhadasputa. (berro mais alto que os outros) ISSO AQUI TÁ PARECENDO CASA DE LOUCO!!!!!!!!!!!
EU: E você gritando aí só ajuda a dar certeza.
MÃE: Cê vai tomá no seu cu e não me enche o saco.
Pouco antes de ir pra festa da minha prima. Eram 20:45 e a festa tinha começado as 19:30.
PAI: Tá pronta, mãe?!
MÃE: Num atormenta. Ainda tô me maquilando.
PAI: Desiste, nessa idade não tem reboque que conserte...
MÃE: Fala isso pras uva-passa das tuas irmãs. Aquele bando de maracujá-de-gaveta...
(passou-se um tempo)
PAI (entrando no quarto e vendo minha mãe quase pronta): Tá feia essa roupa.
MÃE: Quem tem menos de um metro e meio num opina.
PAI (provocando): Cê engordou, mãe?!
MÃE: Não. Tô no mesmo peso. É você que, além de velho, tá ficando cego...
PAI (no banheiro, ele estica pra fora um vidro novo de perfume; ainda provocando): Mãe, é esse aquele novo pra-debaixo-do-braço?
MÃE: Não. Esse cê pode enfiar no rabo. Que que cê acha?!
Finalmente prontos. Saindo pro aniversário.
MÃE: Rafael, põe o gato pra fora.
EU: Vô não. Tô de preto.
MÃE (gritando, pra variar): Jaiiiiiiiiiiiiir, põe o gato pra fora.
PAI: Manda o Rafael fazer isso.
MÃE: Ele tá de preto. Põe você.
PAI: Então o gato só vai sair quando ele quiser.
MÃE (gritando, de novo): Põe a merda desse gato no quintal senão eu vô chutá o filhadaputa por cima do muro da vizinha.
PAI: Tá bom. Eu jogo o gato no quintal.
MÃE: Joga o escambau. Mandei colocar o gato no quintal. Pra jogar, eu mesma jogava.
Agora, alguém realmente duvida de que, na minha família, alguém JOGARIA o gato, da sala, passando pela cozinha, até o quintal?
Domingo de manhã. Minha mãe passa pela sala quase dando um ponto no chão de tão brava. Volta a passar, 5 minutos depois, carregando um balde enorme cheio d'água.
EU: Que que cê vai fazer com isso.
MÃE: Aquele mulequinho, sobrinho do vizinho de baixo, sujou a calçada inteira de terra.
EU: Lava com a borracha, né, esperta?!
MÃE: Eu num vô lavá a calçada...
Algum tempo depois eu ouço o som de água sendo jogada; seguido de um choro de criança.
MÃE (passando na sala, com o balde vazio, e um sorriso enorme no rosto): Quero ver se esse viadinho vai sujar minha calçada tão cedo...
Pois é. Depois não sabem porquê eu sou assim...
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário