sexta-feira, 30 de julho de 2004

Resumo dos resultados de ficar quase que uma semana, sozinho, em Campinas. E praticamente sem nada pra fazer.

- Malas desfeitas e roupas perfeitamente arrumadas no guarda-roupas: menos de uma hora.
- Casa limpa. Com direito a varrer o chão, aspirar tapetes, lavar todo o apto, lavar banheiro, cozinha, toda a louça e lavar os panos de limpeza ao final: 2 vezes na semana (domingo e terça).
- Lixo levado para fora: todos os dias.
- Arrumar a casa (ajeitar o sofá, arrumar a cama, esconder os sapatos, recolher a toalha, guardar cds, ...): todo dia.
- Cozinhar no almoço e jantar: todos os dias (menos o almoço de hoje).
- Louça suja ao final do dia: zero. Usei e limpei.
- Fitas de vídeo e cds etiquetados: ao todo mais de 70.
- Parte do jornal lida: 100% todos os dias. Lí até o obituário. Sério.
- Banhos/dia: 2. Manhã e noite. 
- Idas ao cabeleireiro: 2. Uma pra marcar horário e outra pra cortar.
- Cinema: 1 vez. Garfield.
- Revistas lidas: Veja, Carta Capital e Superinteressante. Fora uns 4 gibizinhos do Cebolinha.
- Filmes que eu assistí: uns 10.
- Passeios nos shoppings centers: 3 vezes.

Explicação racional para os resultados surpreendentes?! Simples. Eu moro na avenida mais movimentada de Barão Geraldo. Meu quarto não tem cortina. O vizinho dos fundos é uma serralheria. Ou seja, ou se acorda com o Sol, ou com os carros ou com uma serra. Isso às 7 da manhã. O que te deixa o resto do dia sem nada pra fazer. Claro, vale dizer que a coisa se intensifica no período da tarde; impossibilitando cochilos.

quarta-feira, 28 de julho de 2004

Sabem aquele ditado "alegria de pobre dura pouco"? Pois bem, vamos aos fatos.

Segunda-feira, eu vim pro estágio e fiz minha parte do serviço encomendado. Parecia ser uma coisa bem da coxa. Fiz rapidíssimo e mandei pra orientadora. Estava seguro de que minha parte já estava praticamente feita. Como o resto do povo parecia estar com algumas dúvidas, tava crente de que voltaria pra Jaú pra desfrutar de um pouco de vida social. Afinal de contas, Barão Geraldo em dias de férias é MORTO!

Eis que, hoje, quando eu vou ver meus e-mails, me chega um dela avisando que tinha toda uma outra parte para ser feita (enorme, por sinal). Ainda por cima, dizendo que talvez amanhã ela faça outra reunião pra passar uma outra parte ainda. Ah, eu mereço, né?!

segunda-feira, 26 de julho de 2004

Cheguei em Campinas. Agora estou no meio do laboratório de informática, sozinho. Isso mesmo. Já são 10:06 e nada da fofa da minha orientadora aparecer. Resolví, então, escrever. Na verdade, serão considerações/indagações acerca do porre homérico que tomei sábado na Lolla.

O que foi começar a virar wodka menos de 15 minutos depois de chegar?
O que foi a minha cara de paisagem ao comprimentar as minhas primas? E a mesma cara de paisagem mudando para uma felicidade fofa quando eu ví minha outra prima (família da minha mãe, dessa vez)?
O que foi eu me perder de todo mundo a cada 10 minutos?
O que foi eu jogando cuba num bolo do camarote e depois tentar colocar o bolo dentro de uma bolsa que tava lá jogada?
O que foi eu indo a cada 5 minutos ao banheiro?
O que foi eu dançando trêbado apoiado na grade dos camarotes?
O que foi a Mariana ir embora tão cedo?
O que foi eu tendo altas conversas com meu irmão, justamente de assuntos que ninguém da família deveria saber, como se fôssemos velhos grandes amigos; se algumas horas antes eu quase pulei no pescoço dele em casa?
O que foi eu arranjando um amigo do meu irmão pra uma outra menina?
O que foi eu conversando com amigas do meu irmão? Sendo que todas se lembravam do meu nome e de ter conversado comigo e eu nem sabia se ainda tava na Terra?
O que foi o Leo beijando aquele carinha nada a ver?
O que foi a festa que eu fiz quando vi a Lívia, Garcia e Patoca?
O que foi espantar a bee do Leo com aquela cara "desencanta que o bofe é meu"?
O que foi fazer a pheena e sair à francesa quando o bar-man esqueceu de marcar o jóni úalquer na minha ficha?
O que foi conversar seriamente com o Leo e depois tirar um cochilozinho caído por cima dele?
O que foi, quase no final, fazendo a linha beesha-acabada, eu, André, Tati, Fernandinha e meu irmão, sentados num canto da festa, bebendo o que ainda tinha sobrado e matando o maço de cigarros da minha prima?
O que foi prometer carona pro Leo e sair sem nem avisar?
E, por fim, o que foi pagar quase 50 conto numa balada em Jaú.....

Frase de efeito da festa: "Marlboro light; que eu estou de dieta".

sábado, 24 de julho de 2004

Férias oficialmente semi-acabadas. Amanhã eu volto pra Campinas. Ainda bem, porquê eu vou ter alguma coisa de útil pra fazer que não seja servir de palhaço e babá dos outros. Malz porquê não tem tv a cabo.

Ontem teve o fondue na casa da Marina. Muito legal. As conversas estão ficando cada vez mais monótonas, isso é fato. Mas já era de se esperar. O povo se vê, basicamente, a cada ano. Então claro que não vai ter tanto assunto assim que interesse ao grupo todo. Mesmo assim, foi bem legal. Voltei pra casa já era quase 6 da manhã.

Agora vou me arrumar pra sair. Tem Lolla hoje. Não estou muito animado (não estou com saco pra ver nenhum ser humano é a expressão correta). Mas vou sair do mesmo jeito. Só espero que essa semana em Campinas compense a porcaria de férias que foi em Jaú.

quinta-feira, 22 de julho de 2004

Lembram de quando eu disse que a probabilidade de passar em Macroeconomia I era basicamente a mesma da de um javali passar na janela do meu quarto cantando "Der Höller Rache"?
Pois sabem que o tal javali até que canta bem... Ou, em português mais claro: PASSEI!!!
Agora que ele já mandou as notas pra secretaria e eu não tenho basicamente o que temer, vai um MEU CÚ pra ele. Só pra afagar o stress.

Que mais que eu posso dizer? Estou animado pro fondue, sexta, na casa da Marina. Estou aproveitando até a última gota a tv a cabo em casa (afinal de contas, é só a cada 6 meses mesmo). Espero que semana que vem eu consiga me matricular na academia. Espero, também, que não tenha nenhuma atividade muito pesada na segunda feira, já que meus planos são de comprar uma boa garrafa de vinho branco no domingo e mandar ver quando chegar em casa.

Agora, volto a postar pérolas que presenciei...

Colegial. Troca de professores. Todo mundo na área perto da porta esperando o bendito. Sai a Renata (uma menina que estudava com a gente) brava. Vale lembrar que ela estava com uma gripe forte no dia. Mas, mesmo assim, foi engraçado.
RENATA: (saí brava)
DEECO (a inspetora): Renata, oncêvai?
RENATA: Ah, Dico, vô tomá água pra ver se sai essa porra da minha garganta...

Esse ano ainda. Eu e mais um pessoal (Kelly, Mandaum, Uil e outros) numa churrascaria rodízio. Já era quase meia-noite e só tinha a gente e mais uma outra mesa.
KELLY: (abordando o garçom) Por favor, o senhor poderia me trazer um pouco de polenta frita?
GARÇOM: (falando com ar blasé) Desculpa, a cozinha já fechou. Não vai dar.
KELLY: (com a maior naturalidade) Sem problemas. Eu peço praquele outro que ele traz.

Eu e minha mãe. Depois me perguntam a razão de ter resultado nisso...
ELA: (super séria) Sabe por quê crente usa saia?
EU: (achando que ela iria me contar uma mega-história sobre o motivo) Não....
ELA: Porquê na hora de "dá" é mais fácil; é só levantar a saia...

Eu e uma amiga minha falando. Vou manter o nome em segredo por motivos óbvios. Explicando a situação: ela estava ficando com um carinha há quase meio ano. ele já queria há um bom tempo dar uma chapuletada nela. ela dizendo que só liberava a perseguida depois dele assumir namoro "sério".
ELA: Agora eu preciso te contar o que aconteceu ontem....
EU: Que aconteceu?
ELA: Eu estou oficialmente namorando.
EU: Que legal! Como aconteceu!? (eu malemá lembrava da história na hora)
ELA: Ah, ontem a gente tava conversando. Daí que ele cedeu...
EU: Uau!!!
ELA: E depois eu "cedei" também....

Pronto! Se eu me empolgar aqui isso vira brainstorm...

terça-feira, 20 de julho de 2004

Hoje vai ser um post em que vou contar como foi o meu dia. Mas não estranhem. Tudo tem um propósito. Sarcasmo, nesse caso.
 
Logo depois que eu levantei, imaginei ser ainda de madrugada e fui correndo em direção ao meu banheiro. Ledo engano. Já se passavam das 2 da tarde e a porta do quarto estava fechada. Acabei dando uma testada que resultou numa marca vermelha que perdurou por umas boas horas. Fora um pequeno remember de quase todos os palavrões que eu me lembrava.
O almoço estava na mesa. Frio, é lógico.
Liguei a tv e não tinha absolutamente nada pra fazer. Pensei em ir na academia. Só depois de pronto que me lembrei que o clube fecha às segundas. Fui atrás de algo "gordo" pra comer. Não tinha nada. Comi uma pêra.
Liguei o pc em busca de notícias sobre a nota de Macro. Só tinha uma mensagem do Fedô avisando que tinha passado em 4 dos 4 exames que ele pegou. Como eu não lembrava se ele fazia aula com o Ferrato, mandei um e-mail pro povo pedindo pra alguém ver a minha nota. Fui ver o clipe do Tiziano Ferro que tinha puxado na noite de ontem. Era uma versão horrível em francês da música original. Deletei, lógico.
Lembrei que tinha trote da Dani hoje as duas e meia. Já eram quase 5 horas. Perdí, claro. Olhei pela janela do escritório e ví que tinha largado a janela do carro aberta. Como choveu torrencialmente o dia inteiro, eu ainda estou rezando pra que o banco seque até o final do ano.
Recibí um telefonema muito estranho do Leo.
Ainda não tinha nada na televisão. Voltei pro computador e não tinha nada, ainda, sobre o Ferrato. O único e-mail que tinha era de uma pheena que eu conheço me convidando pra uma festa de aniversário (em Campinas, evidente). Fui ver outra tentativa do mesmo clipe do Tiziano puxada. Ainda era versão em francês.
Resolví tomar banho. Afinal de contas, que mal teria, num dia desses, ficar meia hora imóvel embaixo do chuveiro?! Nenhum, se eu não tivesse me esquecido da toalha no quintal. Fui corrento pegá-la (vestindo unicamente um shortz minúsculo que eu tava usando). Escorreguei no quintal e caí um tombo maravilhoso.
Fui jantar e engasguei com um pedaço de pão. Tossi tanto que minha barriga doeu por vários minutos. Finalmente achei uma coisa decente passando na tv.
Agora estou aqui. Na internet. Sem notícias do Ferrato. Recebí outro e-mail do Leo que falava tão somente "eu preciso conversar com você sobre uma coisa. e é sério". No Winanp só está tocando músicas do Cazuza. Ou seja, eu estou a um palmo de tomar um bom porre, acender um cigarro e sair andando na chuva.
 
Alguém me amarra na cadeira, fazendo um favor?!

segunda-feira, 19 de julho de 2004

Depois dessas minhas "baladas" de sexta e sábado eu, realmente, estou convencido de que sou um sociopata de linha maior. Ou será que o problema é colocar um monte de gente num lugar que não cabe no máximo a metade do que estava na fila no começo da festa?! Acho que tem um pouco dos dois.
Vou me explicar melhor. Sexta e sábado eu fui, respectivamente, na Dona Beja e no General. Acontece que o lugar estava tão lotado que se mover lá dentro era utopia. Da nossa mesa até o banheiro masculino não tinha mais do que 5 metros de distância. E você levava, pelo menos, 10 minutos pra chegar nele. Isso se tivesse com muita força de vontade e disposição pra sair empurrando uma meia dúzia pelo caminho.
Resumindo: estressou!
 
 

sexta-feira, 16 de julho de 2004

Acabei de chegar e estou oficialmente em férias até Agosto. Independente do que meu orientador fale, eu me recuso a realizar qualquer tipo de atividade intelectual até o "Dia do Economista".  O que seria 13 de Agosto.
Resumindo. Eu cheguei hoje de Campinas. Sinceramente, deveria ter ficado em casa. Descansava, tinha férias mais longas e bombaria da mesma maneira. Sim, bombaria. Porque as chances do Ferrato (meu adorado professor...) me passar são basicamente as mesmas de passar um javali voando na janela do meu quarto e cantando "Der Hölle Rache".
 
Mas, tirando isso, passar esses 3 dias em Campinas acabou me fazendo muito bem. Revi várias pessoas que não via há muito tempo (principalmente por causa da greve de parte da Unicamp). Bem dizendo, ouvi muita coisa que poderia ter passado em branco e não faria a menor falta. Bem aquela série: "os amigos que a vida me deu". A seguir seguem exemplos.
 
Terça a noite. Eu e Adriano andando pela av Sta Isabel. Ele me dizendo da sua noitada na Dharga (boite de Campinas).
EU: Então quer dizer que tava bombando o lugar?!
ELE: Muito. Foi muito legal a festa lá. Só teve um porém...
EU: Que seria...
ELE: Bom. Como a gente recebeu a bolsa na quarta passada, eu tinha uma boa grana no bolso. E acabei bebendo pra kct. Daí que eu liberei a penosa e abacei perdendo a minha comanda. E numa dessas eu acabei a noite como VIP.
EU: VIP?
ELE: Viado Impossibilitado de Pagar...
 
Quarta de manhã (quase hora do almoço, na verdade). Eu e a Priscila sentados na cantina da FEF (faculdade de educação física) observando a "paisagem". Passa um carinha da turma da ginástica ao ar livre.
ELA: Ai... não vou nem olhar! Ha-ha-ha é claro que lindo-loiro-olhosazuis-malhadésimo-tatuagem-abdomentanquinho, lóóógico que vai ter pau grande. Óbvio! Quem disse que Deus faz as coisas pela metade? Já que tem que dar, já dá tudo de uma vez pra um filho da puta só, né? Aí fica essa coisa deus grego. Vai te fudê, viu...
 
Tem mais ainda. Mas o post já tá grande. Depois eu falo o resto. Mas só tende a piorar...

sexta-feira, 9 de julho de 2004

Sites interessantes que vão revelar como será minha próxima semana:

www.fiqueideexamedoferrato.com.br

www.euodeiomacroeconomia.com.br

www.oferratoéumfilhadaputa.com.br

O motivo dessa minha revolta? Se, nas duas primeiras provas, eu copiei (literalmente, eu tava com o livro na mão e transcrevi) Keynes e Kalecki integralmente e não consegui média; alguém me explica como, milagrosamente, isso vai acontecer no exame?!

Mas, como sempre falam pra olhar tudo pelo lado bom; pelo menos eu vou ter algum tempo disponível no semestre que vem. Eu só preciso me decidir se faço alguma matéria no IFCH, se pego alguma eletiva ou se durmo no horário que deveria estar tendo aulas de Macroeconomia II.