sexta-feira, 31 de dezembro de 2004
Melhor dizendo: eu preciso que alguém comece a dar tapas em minha cabeça e diga em alto e bom som "recupera a vergonha na cara, menino!"
E feliz 2005 pra todos! Eu pretendo virar o ano tão bêbado a ponto de nem lembrar quem foi que eu abracei...
quarta-feira, 29 de dezembro de 2004
sábado, 25 de dezembro de 2004
Conta outra! Nessa, eu não caio mais. Já foi-se o tempo em que eu pensei que você era um bom rapaz! CORTA ESSA DE QUERER ME IMPRESSIONAR. Coisa boa é Deus quem dá; BESTEIRA É A GENTE QUE FAZ."
E tenho dito...
sexta-feira, 24 de dezembro de 2004
Eu odeio Natal. E vou colocar uma listinha com os principais motivos
1-) O espírito de Natal. É suposto que, nessa época, você deva andar super bem humorado. Cumprimente à todos. Seja amigável, amável. Espalhe aos quatro ventos coisas boas e palavras fofas.
Eu ainda ando carrancudo e mando "se foder" qualquer pessoa que tente me tirar desse clima.
2-) Presentes de Natal. É que nem amigo-oculto; quando você gasta horrores num presente que a pessoa não gosta e recebe um que detesta, não obstante à cara de felicidade do doador. Exceto raríssimos casos, é sempre isso que acontece.
Prefiro ficar sem.
3-) Decoração de Natal. Se não bastasse todo lugar estar coberto de vermelho e verde (cafonérrimo); você vê, em todo lugar, árvores ridicularmente montadas e decoradas de forma pré-primária (fora que, convenhamos, qual é, realmente, a graça em ficar pendurando bolas coloridas num pinheiro?). E sinta-se sortudo se você puder dormir; pois é comum seu vizinho se empolgar tanto com as luzinhas que sua casa fica iluminada; querendo, ou não.
O bom é que economiza na conta de luz. Além do que, é um ótimo esporte quebrar esses pisca-piscas.
4-) Papai-noel. Ridículo. Meu comentário se resume à isso: RI-DÍ-CU-LO! Qual seria, exatamente, o propósito em qualquer ser-humano se vestir de vermelho e ficar imitando uma risada grotesca pelas ruas. Me faz repensar a questão "existe vida inteligente na Terra?".
Mas que é ótimo contas pras crianças que Papai Noel não existe, ah é...
5-) Shoppings centers no Natal. Existe coisa pior do que quando você só quer pegar um cineminha (o que se resumiria a entrar no shopping, ir ao cinema e voltar pra casa) e você pega uma fila quilométrica pra entrar, mais um tempão pra estacionar e ainda por cima passa por uma meia-maratona com obstáculos para poder se locomover. Péssimo!
Ainda assim, é ótimo sair chutando as sacolas pelos corredores...
6-) Cartões de Natal. Na maioria das vezes, ou são de lojas em que você só comprou uma vez e detestou os produtos. Ou é de algum parente que você odeia. Ou é de alguém que você não fala há anos, e não faz a mínima questão. Os votos sinceros não precisam de papel pra se materializar.
Mas eu morro de vontade de escrever no final "pra você também" e mandar de volta...
7-) Coros de crianças cantando canções natalinas na frente da igreja. Sem comentários...
DEFINITIVAMENTE, sem comentários...
8-) Comidas típicas de Natal. Tirando o Tender (que é a minha paixão e eu não admito falarem mal dessa especiaria suína), todo o resto tem gosto de cabo de guarda-chuva. Frutas cristalisadas não apetecem ninguém com menos de 50 anos. Sementes só fazem engordar e dão dor de estômago. Fora que não existe carne mais sem graça do que Peru. Blergh!
Se me convidam pra alguma ceia, eu realmente como antes de chegar na festa...
9-) Parentes que vêm te cumprimentar às vesperas do feriado. Será que esse povo não percebe que, se você não sai de casa, também não é pra eles entrarem?
10-) Saber que, não obstante, tudo isso ainda vai durar mais uns 10 dias. Principalmente o peru, que sempre sobra (eu falei que ninguém gosta; taí a prova!) e acaba virando a mistura de todo santo almoço até o carnaval...
Podem me chamar de Grinch. Mas eu me recuso a ficar feliz frente à todo esse absurdo!!!!
terça-feira, 21 de dezembro de 2004
"A única coisa necessária é o supérfluo"
Tudo bem. Todo mundo concordou que "única" já é demais. Mas que as coisas mais supérfluas num relacionamento são, sem dúvida nenhuma, praticamente as mais importantes, ah se são...
domingo, 19 de dezembro de 2004
Rafael após uma semana estressantíssima de provas + amigos loucos e super legais + última festa do ano da boate (ou seja, o lugar bombou bonito) + despedida de todo mundo (só vamos nos ver ano que vem) + beber desde as 18:00hs + absinto + música ótima + gente muito bonita + imigrantes do leste europeu que não sabiam falar direito português (ou seja, eu treinei meu russo no meio de uma festa) + sair de lá as 6 da manhã e ainda parar comer lanche na Norte-Sul.
PERFEITO!
sábado, 18 de dezembro de 2004
Mas eu não estou com muita paciência pra escrever, não. Nem sei exatamente o motivo. Acho que é canseira, paúra. Se não canseira da vida, canseira das mesmas mesmísses e nada saindo do lugar.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2004
SEGUNDA-FEIRA
09:00 - Terminar e entregar trabalho de Métodos.
15:00 - Chego em casa. Deixei o povo terminando o trabalho.
18:00 - Cochilo depois da academia.
20:00 - Estudando Microeconomia.
22:00 - Estudando FEB (Formação Econômica do Brasil)
01:00 - Cama!
TERÇA-FEIRA
07:00 - Estudando FEB (inclusive no meio da aula de política).
12:00 - Almoço no bandejão.
13:00 - Dor de estômago (fruto primário de um almoço lá). Volto a estudar mesmo assim.
16:00 - Começa a prova.
18:30 - Saio da prova. Levemente atordoado, diga-se de passagem.
18:45 - Resolví matar a academia. Fui ao banco retirar dinheiro.
19:00 - Estress depois do caixa eletrônico recusar, pela terceira vez, minha data de nascimento como 09/09.
19:05 - Estress com a operadora do SAC quando ela me perguntou "você tem certeza da veracidade do dado digitado?". Resposta: "não. eu só comemoro meu aniversário há vinte anos no mesmo dia por bobeira, mesmo!".
19:30 - Resolví tirar um cochilo antes de estudar pra prova de amanhã (Micro).
20:10 - Começou o culto na igreja (nunca tinha culto nesse horário). Cantoria alta. Rafael acorda.
20:15 - Óculos devidamente colocado e estilingue em mão. Voa pedra no vidro da igreja. Acerto. A música abaixa.
20:30 - Banho. Não adianta voltar a dormir.
21:00 - Começo a estudar Microeconomia. Estou estudando até agora.
QUARTA-FEIRA (previsões).
06:00 - Acordar para estudar o que não deu tempo (é muita matéria, sério!). Mau-humor do cão e R$ 0,35 na carteira.
08:00 - Nabo atômico gigantesco voador!!! Vulgo prova final de Microeconomia II - teoria neo-schumpetteriana da microeconomia.
10:00 - Aula de Economia Internacional II. Recebo a prova da semana passada e tenho a certeza que a bomba certa agora é concreta!
12:00 - Passada no caixa eletrônico para retirar dinheiro. Chuto aquela porcaria se não aceitar novamente. Almoço na feirinha: beirute de berinjela (ou beringela, não lembro) e trufa gelada de chocolate branco.
14:00 - Revisão para a prova de Russo.
16:00 - Graças aos deuses eu tenho o resto do dia de descanço.
RESTO DA SEMANA
Quinta-feira: provinha de Economia Política II. Matéria: O Capital, de Carl Marx (inteiro, sim senhor!).
Sexta-feira: manhã: prova de Economia Internacional II. Matéria: crise do endividamento dos anos 80; panorama latino americano e mundial. tarde: prova de Russo.
Dúvidas se eu vou querer sair e me acabar na balada nesse final de semana????
sábado, 11 de dezembro de 2004
EDUARDO, gritando para o Sérgio: Arrasou na Diesel, ein?!
ALGUÉM, gritando do banheiro para outro alguém no meio do quintal: Bicha lôca, como você me joga a cerveja quente por cima da gelada, no balde?
O DONO DO BLOG: Essa foi a terceira vez que a gente dançou Cha Cha Hells, aqui na festa, em cima da mesinha da sala. Agora só faltam mais 21 vezes pra completar a promessa!
a promessa era de que a gente iria dançar Cha Cha Hells 24 vezes em cima da mesinha da sala da casa dele. 24, pois é a idade que ele vai fazer, segunda.
PESSOA: Rafa, você viu o *******? (nome omitido pra num queimar filme)
EU: Ele foi pro quarto.
PESSOA: Já foi dormir?
EU: Não! Ele tava com ********.
PESSOA: Será que ele tá passando mal?
EU: Provavelmente tá melhor que nós dois, agora.
EU: bla, bla, bla bla, aaaaaaaaaaaaaaargh!. Sim, estava eu (trêbado) conversando com a Betina quando eu viro meu pé e caio bonito no meio do jardim. Juro que doeu mais o orgulho do que o pé virado.
HENRIQUE: Pronto! Chegou a Rainha-mãe!
minutos depois entra uma bicha super pintosa na festa. Muito engraçado!!!
ALGUÉM: Mais um Rafael? Num dá, num dá certo. É muito Rafael pra minha cabeça. Eu vou começar a inventar nome drag pra poder lembrar de todo mundo. Até o final da festa eu invento o seu.
ainda bem que ele não se lembrou da promessa antes de ir embora.
EU: Escuta, o que você tá fazendo aí, por cima do portão?
PESSOA, omiti o nome, também: Tô tentando vomitar. Dá pra dar licença?
RODOLFO: Sabe o que a gente podia fazer? A gente podia escrever "lixo" numa faixa, com uma seta apontando pra casa do vizinho. Vamos?
Isso foi só o começo da festa. Depois volto a contar o resto. Foi muito boa. Ajudou a desencanar de várias coisas que andaram acontecendo (e não-acontecendo) comigo na semana. Voltei pra casa super feliz.
Mas hoje eu me dei a pensar numa coisa geral sobre um assunto em particular. Até aí nada de novo. Nem nos resultados. A única coisa nova foi que eu comecei, do nada, a cantarolar "Anna Begins". Minutos depois eu percebí que, no geral, essa música se encaixou exatamente na situação atual...
sexta-feira, 10 de dezembro de 2004
Eu fiquei um tanto quanto contente com essa notícia. Quem sabe o tempo feio e pesado pareça pior do que como ando me sentindo ultimamente. Quem sabe a chuva esfrie as cabeças e a água da enxurrada lave a lama dos pés. Quem sabe os raios iluminem um suposto caminho até agora obscuro. Quem sabe, junto aos telhados, vá-se os pecados, as culpas (mesmo que não sejamos nós os autores). Quem sabe junto das árvores, tombem-se os orgulhos, as avarezas. Quem sabe o frio congele o sangue que desce de minha boca.
E, quem sabe, quando vier o sol, não esteja eu, junto, iluminando-me?
Hoje eu só queria descobrir como uma coisa tão insignificante quanto o vento pode tombar as árvores enormes daqui da rua.
Hoje eu só queria descobrir como uma coisa tão insignificante conseguiu me tombar...
terça-feira, 7 de dezembro de 2004
Hoje eu peguei a mais do que famosa lista preparatória da prova de Macroeconomia II. Falo famosa porque o professor insiste em dizer que as questões da prova serão diferentes; mas sempre acabam sendo a mesmíssima coisa. No máximo, o enunciado está em outras palavras. Daí eu me deparei com a seguinte questão:
"12-) Discorra sobre a tese da independência do Banco Central. Explique o que são metas de inflação e em que sentido sua introdução estaria relacionada (ou não) à independência do BC. Como a experiência brasileira de condução da política monetária estaria relacionada a estes temas?"
Minutos depois (eu ainda estava um tanto quanto estático, vale dizer) ouço a seguinte pergunta: "você já leu toda a matéria?". Ah, vamos lá. São 350 páginas de matéria chatíssima. Na primeira prova eu só lí os slides e fui bem absurdo. Agora, minha cola já está mais do que bem preparada e num tamanho considerável.
Pois é, como minha professora de colégio já dizia: "essa é a diferença entre estudante e aluno. estudante é aquele que chega em casa as 13, almoça, descança um pouquinho e estuda até as 20. semanas antes da prova já está muito bem preparado e dias antes só dá uma revisadinha na matéria. aluno é aquele ser que entra na escola as 7:30, e quando são 7:25 ele ainda está em casa procurando o estojo."
Sábias palavras...