terça-feira, 4 de janeiro de 2005

Minhas costas ardem por causa do sol do verão. Quiçá fosse meu coração que tivesse se queimado. Dessa forma, saberia que junto das peles, cairiam juntas todas as minhas tristezas. Pois de amar já me basta o medo. E de sofrer já me basta a carne. A cada dia que passa; a cada manhã que acordo sem que estejas ao meu lado; vai-se, junto de minha angústia, um pedaço de minha alma.

Tenho medo de perder meus dias amando um porta-retrato. Não sei até quando vou continuar sangrando. Mas, ainda assim, eu me daria para provares de meu sangue por mais duas vezes. Daí, quem sabe como os vampiros, meu feitiço fosse realmente eficaz. Fosse realmente fatal.

Morrer de amor não dói. O contrário é a solidão...

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