terça-feira, 31 de maio de 2005

Rapsódia. Ou, "enviando um recado muito mais do que direto".

Vamos que sou, talvez, um verme.
Foi então que, da minha infinita tristeza, aconteceu você.
A verdade é que eu sempre gostei de pão doce.

Adoro, sei lá porquê, esse olhar meio escudo; que em vez de qualquer álcool forte pede Água Perrier.
E pra que palavras, se eu não sei usá-las? Cadê palavra que traga você?
Vem, me nina; nana nenê.
Não vá me deixar sem teu beijo. Se tudo o que há não é mais do que o momento.

Meu amor, cadê você? Eu acordei, não tem ninguém ao lado.
Onde será que você está agora?
Tou com saudade de você debaixo do meu cobertor. De te arrancar suspiros. Fazer amor.

Saudade, diga à esse moço, por favor, como foi sincero o meu amor; e quanto eu adorei tempos atrás.
Que é pra ver se você volta. Que é pra ver se você vem.
Quanto mais eu te quero, mais sei esperar.
Será que você, meu bem, será que você não vem?
Eu espero.

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