quinta-feira, 5 de março de 2009

Canta um jazz pra mim, moço.

 

Canta um jazz; que quero ouvir tua solidão gritando em tua voz aguda e não rouca.

Canta; deixa que tua alma grite tuas dores até que tua voz aguda fique rouca.

E rouco, canta; que entre os colchetes teus olhos me mostrarão tua real tristeza.

 

Canta um jazz pra mim e me deixe ver-te humano.

Mostra-te humano e deixa-me tocar um jazz pra ti.

Deixa que meus dedos toquem sustenidos com a vontade que tenho de tocar-te os ombros.

 

Deixa-me provar que hortelã e alecrim compõem um jazz à voz e piano.

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