Tenho pena das formigas que comeram do prato que deixei ontem pra ti, à espera da tua volta: alimentaram-se do vazio daquilo que era para ser e não foi.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Um pouco de chuva e o tempo passando. O jazz baixo que vem do som parece embalar o vento que cruza a sala. Sem os cachorros do vizinho latindo, a rua fica quieta de dar aperto no peito. E lembro bem que tipo de aperto é: o aperto de te ver quieto, pensando e não parando de me encarar. Mexendo, quem sabe, um pouco aqui e alí no cabelo. Fumando um cigarro e voltando aos teus infinitos livros. Mas pouca coisa muda. Pouca coisa mudou desde então: chuva, tempo, jazz e vento.
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