segunda-feira, 30 de março de 2009

Que nem a lua minguando...

quinta-feira, 26 de março de 2009

- People do change.

- Gente não muda. Pode vir tempo, ir tempo, que não muda. Muda a casca, a crosta. Troca a pele. Muda o rosto, o gosto e o cabelo. Mas gente não muda. No fundo, a essência fica. Gente é a mesma ontem e hoje e amanhã.

- Queria saber o que te faz pensar assim...

- É que, depois de tanto tempo que passou, a gente ainda pede o mesmo sabor de bolo. E eu preciso acreditar que, mesmo daqui a dez vidas, vou te reconhecer pelo riso.

Percebí que do alto de minha colina vejo e prevejo todas as estradas.

 

Talvez daqui consiga entrever o final de cada uma delas.

E perceba que alguns dos caminhos teriam sido menos sinuosos.

 

Mas em cima do morro faz frio. Existem outras tantas rotas de descida e uma decisão a ser tomada.

 

Ordeno que hoje chova...

quinta-feira, 19 de março de 2009

O último dia de verão é o dia de São José. É o dia em que, se chover, não vai faltar água o resto do ano.

 

Mas não choveu o verão inteiro. Por quê haveria de chover hoje?

 

quinta-feira, 12 de março de 2009

Humano, demasiado humano.

 

Não estou bem o suficiente para me sentar e pensar em lirismos. Quem sabe mais tarde...

sábado, 7 de março de 2009

 

- Oh, Menino! Lá vai você de novo com suas borboletas.

- De fato, assim sigo. E você? Cadê as suas?

- Não existem borboletas na Sibéria russa...

sexta-feira, 6 de março de 2009

 

- Andei pensando em você.

 

- Bem ou mal?

 

- Muito.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Canta um jazz pra mim, moço.

 

Canta um jazz; que quero ouvir tua solidão gritando em tua voz aguda e não rouca.

Canta; deixa que tua alma grite tuas dores até que tua voz aguda fique rouca.

E rouco, canta; que entre os colchetes teus olhos me mostrarão tua real tristeza.

 

Canta um jazz pra mim e me deixe ver-te humano.

Mostra-te humano e deixa-me tocar um jazz pra ti.

Deixa que meus dedos toquem sustenidos com a vontade que tenho de tocar-te os ombros.

 

Deixa-me provar que hortelã e alecrim compõem um jazz à voz e piano.

quarta-feira, 4 de março de 2009

“Como se todas as estrelas se apagassem”; escreveu, certa vez.

 

De fato, é como se num impulso o céu desaparecesse. E eu, sedento, ordenei ao vento que me desse asas. E voei. Voei para tão longe e tão rápido que cheguei perto o suficiente do sol para que minhas asas de cera não derretessem.

 

E cresci. Como Homem; hoje trabalho, pago as contas, trabalho de novo, malho, limpo a casa, compro verduras e uso roupas sociais que não assustem aos outros.

 

Mas olho para dentro e vejo ainda o Moço. Aquele mesmo, aquele de antes. Aquele que gosta de observar estranhos, mas não fala jamais com eles. Aquele que parece quieto enquanto pensa em um milhão de coisas ao mesmo tempo. Aquele que não tem medo de altura, de insetos, de tomar um porre, fazer besteira; ou ajudar sem pedir gratidão.

 

E no fundo, bem lá no fundo, existe a peça fundamental: aquela que ordena e cria. Aquele que ainda fala sozinho. Aquele que senta e toca o piano como se o amanhã nunca viesse. Aquele que surge quando o vento corre pela sala, leva o Homem fechar as cortinas, o Moço cerrar as portas e o Menino... ah, o Menino...

 

O Menino sentiu o gosto do vento no dia em que todas as estrelas se apagaram, obscuro. E voou por muito tempo, sem a tristeza de quem olha pra trás. E volta; mas volta como se nunca tivesse ido. Porque, de fato, embora nunca fui.

De volta...

Em breve, volto a escrever.

Em não-tão-breve, mudo o layout.